“Finalmente”, escreveu o Leonardo no nosso grupo de família quando partilhei esta fotografia.
“Exato!”, respondi eu de volta.
Já tinha dito que não saía daqui sem dar um mergulho no Douro. Olhe que a água é muito fria. Cuidado que fica fundo muito depressa. Fui ouvindo dizer, sempre que partilhava que queria dar um mergulho no rio Douro. Não me demoveram. O calor chegou e escolhi a praia fluvial da Ermida.
Ontem era o dia, mas quando já estava com os pés na areia, começou uma trovoada. Ainda hesitei em correr até à água, dar um mergulho e sair, mas a carga de água foi tal que tive que fugir. Tinha levado comigo um livro emprestado da biblioteca, Os Filhos da Chuva do Álvaro Curia, um romance singular sobre um lugar onde está sempre a chover. Coincidências. Eu acredito nelas. Fui a correr proteger o livro que lá por ser sobre chuva, as folhas não estavam preparadas para a enfrentar, e meti-me no carro.
Voltei lá hoje. E hoje foi o dia.

