12. Refeições

Quantos dias sozinho em Tormes são precisos para começar a deprimir? Perguntava eu nas semanas antes da minha partida. Ainda não sei. Passados doze dias, a depressão não chegou. Chegaram as saudades. Entraram como uma chuva torrencial durante o primeiro momento em que me permiti ver um filme. Aqui permanecem junto do meu peito. NãoContinue a ler “12. Refeições”

9. Pássaros

É o terceiro dia em que acordo às cinco da manhã com o chilrear dos pássaros. Na diagonal, claro. Apesar dos quarenta e cinco centímetros de espessura granítica, parece que estão dentro do quarto. Viro-me de lado e espero que se calem. Mas eles persistem. Soam animados como velhos amigos que se juntam ao almoçoContinue a ler “9. Pássaros”

8. Diagonal

O inconsciente a recorrer a Pitágoras. Um cateto: noventa e seis centímetros, o outro: cento e oitenta e um. O meu colchão de maioque como todos os colchõesé dois triângulos retângulos. O inconsciente a fazera raiz quadrada dos quadrados e a obter a hipotenusa— a diagonal do meu colchão.Duzentos e cinco centímetros,onde cabem os meusContinue a ler “8. Diagonal”

3. Começa a aventura

Chegado e instalado, a aventura começou. Antes de me sentar no meu cantinho a escrever, onde estou rodeado de paredes com quarenta e cinco centímetros de espessura granítica (medidos com uma régua de plástico com uma inscrição em letras verdes “com quitoso… …era uma vez um piolho”, que alguém aqui deixou), fui levar a minhaContinue a ler “3. Começa a aventura”