23. Interior

Tormes entranha-se de mansinho.

Esgueira-se pelo vale
prometendo, como Zé Fernandes,
a distância certa da Civilização.

Deixa-se apanhar e não é anho
são favas e ervilhas tortas
funcho, limonete e hortelã.

E cerejas
quando chego e
quando saio e
quando estou dentro.

Desfolha-se.
Palavras que se podem caminhar.
Personagens que são pessoas.
Museu a virar Casa.

É serrana rija,
não é sereia cantadora.

E pronto, aconteceu,
tenho a roupa interior a secar
nas traseiras de Tormes.

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