Tormes entranha-se de mansinho.
Esgueira-se pelo vale
prometendo, como Zé Fernandes,
a distância certa da Civilização.
Deixa-se apanhar e não é anho
são favas e ervilhas tortas
funcho, limonete e hortelã.
E cerejas
quando chego e
quando saio e
quando estou dentro.
Desfolha-se.
Palavras que se podem caminhar.
Personagens que são pessoas.
Museu a virar Casa.
É serrana rija,
não é sereia cantadora.
E pronto, aconteceu,
tenho a roupa interior a secar
nas traseiras de Tormes.

