23. Interior

Tormes entranha-se de mansinho. Esgueira-se pelo valeprometendo, como Zé Fernandes,a distância certa da Civilização. Deixa-se apanhar e não é anhosão favas e ervilhas tortasfuncho, limonete e hortelã. E cerejasquando chego equando saio e quando estou dentro. Desfolha-se.Palavras que se podem caminhar.Personagens que são pessoas. Museu a virar Casa. É serrana rija,não é sereia cantadora. EContinue a ler “23. Interior”

1. Chegar

Trezentos e oitenta e três quilómetros, um piquenique equatro paragens para xixi. Recebe-nos a Sra. Graça,mulher de Tormes,reformada,despachada,pele acostumada às intempéries,oposta à minhapele de princesa de escritório. A casa é de pedra,do tempo em que ninguém pensava em acessibilidade.Apesar do céu limpo e sol radiante,o interior é escuro,iluminado por pequenas janelas.Vejo o vale do Douro,verde,escadeado,aContinue a ler “1. Chegar”