- Abrir a janela de madeira e admirar o Douro a amanhecer.
- Alongar no meu colchão de ginástica.
- Sentar-me na minha cadeira.
- Ver as letras a surgir no meu ecrã de vinte e sete polegadas.
- Comer cereais com leite de aveia na caneca de alumínio.
- Estender a mão e comer cerejas.
- Dizer bom dia à Rosinha, à Carla e à Anabela.
- Tentar aproximar-me da gata preta e não conseguir.
- Correr pela vinha.
- Ouvir o chinfrim da bomba que puxa água para o esquentador.
- Almoçar na cozinha da fundação.
- Escutar os espíritos da Casa de Tormes.
- Dormir a sesta na diagonal.
- Ver mais letras a surgir no ecrã de vinte e sete polegadas.
- Fazer rope flow no pátio da casa que não é minha.
- Cruzar-me com a Graça e com o Maurício.
- Cuidar dos limoeiros.
- Ir buscar uma couve ao jardim.
- Cozinhar num fogão de dois bicos.
- Deitar-me num quarto com paredes de pedra.
- Dormir na diagonal.
Dois dias fora de Tormes e senti saudades de tudo isto. Só não senti saudades dos melros a festejar as cerejas às cinco e meia da manhã. Para compensar tinha uma igreja a dez metros que tocava o sino de meia em meia hora das sete da manhã às dez da noite.


Trocamos os melros pelos carros?
Que boas rotinas e cheia de curiosidade para ver o resultado final.
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Adorei“Dormir a sesta na diagonal …” o teu filho deve conhecer a sensação…😘
FranciscaLeitão Enviada do Yahoo Mail para iPhone
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Ainda hoje pensei… “quando te fores embora, provavelmente vais ter saudades dessa rotina.”
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