Tormes entranha-se de mansinho. Esgueira-se pelo valeprometendo, como Zé Fernandes,a distância certa da Civilização. Deixa-se apanhar e não é anhosão favas e ervilhas tortasfuncho, limonete e hortelã. E cerejasquando chego equando saio e quando estou dentro. Desfolha-se.Palavras que se podem caminhar.Personagens que são pessoas. Museu a virar Casa. É serrana rija,não é sereia cantadora. EContinue a ler “23. Interior”
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1. Chegar
Trezentos e oitenta e três quilómetros, um piquenique equatro paragens para xixi. Recebe-nos a Sra. Graça,mulher de Tormes,reformada,despachada,pele acostumada às intempéries,oposta à minhapele de princesa de escritório. A casa é de pedra,do tempo em que ninguém pensava em acessibilidade.Apesar do céu limpo e sol radiante,o interior é escuro,iluminado por pequenas janelas.Vejo o vale do Douro,verde,escadeado,aContinue a ler “1. Chegar”
0. Cochichos de Tormes
Metade de mim é entusiasmo e a outra metade é medo. Estou prestes a partir para uma aventura como nunca vivi. De 1 a 31 de maio, vou ficar parado no mesmo lugar, longe da minha família, dedicado a uma só coisa: escrever. Quando paro para me sentir, descubro que metade de mim é entusiasmoContinue a ler “0. Cochichos de Tormes”
