Fernando de Bulhões

Como alfacinha de gema, havia de um dia escrever um conto para celebrar o nosso Santo António, o padroeiro das coisas perdidas. Aqui está ele. Desfrutem. Um homem avança pelo corredor interminável de prateleiras. O seu passo tem ritmo, o eco a perder-se na imensidão do espaço. A pouca luz que entra pelas janelas altasContinue a ler “Fernando de Bulhões”

Só saberei viver quando aprender a morrer

Parte 1 Daqui a duas horas e vinte e um minutos estará morto. Passo o tempo a dizer-lhe que um dia vai acontecer. Ele não me ouve. Já há muito que não me ouve. Quando era criança, sentado na sanita, a olhar os azulejos preto e branco sem os ver, pensou na sensação de morrer.Continue a ler “Só saberei viver quando aprender a morrer”