Escrevo a palavra.Não tenho outro meiode atravessar este hiato. Não sei quem é,nem quantos mundos,nem quantas vidasnos distanciam. Cada entendimentoé um mistério.Que o seu sejaafetuoso do meu. Meia ponte feita da minha palavra.Meia ponte feita do seu olharDuas metades à distância de uma pergunta. É o último acrescento e é para si.Podemos tratar-nos por tu?
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Medo de ser maior
Uma curva
Uma fuga circular
O cume de um buraco
O medo de ser maior
Os agitadores de almas
Bem-vindo à sala de Atos,um lugar onde podes serÉ um convite a que te sentes, sintas e desatesSim, vais-te perder. Habitamos o outro lado da cortinaOnde todos torcemos por tiGostamos de te agitar a almaDeixá-la falar por si. Aqui,Podes partilhar sem te editaresChorar sem te controlaresEsconder-te sem te encontrares E quando a tua alma estiverContinue a ler “Os agitadores de almas”
Mirtilos
Ainda hoje me apaixono por ti.Por cima da tua camisa branca vestes um avental negro.Alça no teu pescoço e ata na tua cintura.Por baixo, vestes a minha imaginação. Ainda falta temperar a salada, refilas.Por cima da mistura, vertes um fio de azeite.Ligeiramente picante num fim de boca amargo.Por baixo, não vestes nada. Imagino. Ainda faltaContinue a ler “Mirtilos”
Entre escritas e reescritas
Entre escritas e reescritas do romance que está a ser moído neste cérebro-coração-barriga-e-dedos, surgiram vários textos pseudo-poéticos. São pensamentos prosaicos sobre os tempos modernos que andamos a viver. Para todos os que gostam de me ler, aqui têm cinco textos diferentes do habitual. São como flores do nosso cato do luar – floresceram quando menosContinue a ler “Entre escritas e reescritas”
