30. Capítulo 1

(Segunda versão do capítulo 1 de Deus é Imaginação, em revisão) Quarta-feira Estou sentado no lugar do morto. Tenho as mãos debaixo das pernas. O cinto de segurança apertado. Pronto para voltar para casa. Não fico aqui, nem que me paguem. A janela está entreaberta, menos que um dedo dos meus. O suficiente para ouvirContinue a ler “30. Capítulo 1”

29. Adolescência

Nos primórdios deste blog, eu escrevia muito sobre a minha experiência enquanto pai. À medida que os nossos filhos foram crescendo, comecei a sentir a necessidade de proteger a sua privacidade e acabei por parar. Num destes dias, em Tormes, a caminhar pela quinta, dando espaço ao aborrecimento, apercebi-me que tinha substituído as crónicas sobreContinue a ler “29. Adolescência”

25. Mergulho

“Finalmente”, escreveu o Leonardo no nosso grupo de família quando partilhei esta fotografia. “Exato!”, respondi eu de volta. Já tinha dito que não saía daqui sem dar um mergulho no Douro. Olhe que a água é muito fria. Cuidado que fica fundo muito depressa. Fui ouvindo dizer, sempre que partilhava que queria dar um mergulhoContinue a ler “25. Mergulho”

23. Interior

Tormes entranha-se de mansinho. Esgueira-se pelo valeprometendo, como Zé Fernandes,a distância certa da Civilização. Deixa-se apanhar e não é anhosão favas e ervilhas tortasfuncho, limonete e hortelã. E cerejasquando chego equando saio e quando estou dentro. Desfolha-se.Palavras que se podem caminhar.Personagens que são pessoas. Museu a virar Casa. É serrana rija,não é sereia cantadora. EContinue a ler “23. Interior”

22. Afeto

Escrevo a palavra.Não tenho outro meiode atravessar este hiato. Não sei quem é,nem quantos mundos,nem quantas vidasnos distanciam. Cada entendimentoé um mistério.Que o seu sejaafetuoso do meu. Meia ponte feita da minha palavra.Meia ponte feita do seu olharDuas metades à distância de uma pergunta. É o último acrescento e é para si.Podemos tratar-nos por tu?