— O que é que mais vos surpreendeu na história? — pergunto. — O Morancão ter chorado no fim – diz um dos miúdos. O Morancão (morango-cão) é um dos bichos mais fortes da nossa narrativa. Foi ele a enfrentar a Alfadela (alface-cadela) para conseguir a água da casota-horta a fim de apagar o incêndioContinue a ler “21. Bichos”
Category Archives: Cochichos de Tormes
20. Rotina
Dois dias fora de Tormes e senti saudades de tudo isto. Só não senti saudades dos melros a festejar as cerejas às cinco e meia da manhã. Para compensar tinha uma igreja a dez metros que tocava o sino de meia em meia hora das sete da manhã às dez da noite.
19. Hobbits
18. Gerês
No Domingo, levanto-me às seis e meia da manhã, faço os meus alongamentos, dou um beijo nos caracóis do meu filho e arranco para o Gerês. Duas horas a conduzir, acompanhado pela voz do historiador Rui Ramos que me conta o que se passou depois do 25 de abril. O meu objetivo: chegar às noveContinue a ler “18. Gerês”
17. Encomenda
— Tens que estar na estação de Aregos às vinte e cinquenta de sexta-feira — disse-me a Carla na segunda-feira passada. — Vão chamar o teu nome para te entregarem uma encomenda. — És tu a encomenda? — perguntei eu. Passei a semana toda a tentar descobrir como raio é que eu ia receber umaContinue a ler “17. Encomenda”
16. Limoeiro
“Isso não vai dar em nada”, e não sei se estás a falar do meu rebento de limoeiro, se da minha residência literária. “É porque é de supermercado”, e a dúvida mantém-se. “Precisas de um limão da terra”, acredito,mas gosto do meu rebentoque fui eu quegerminei,plantei ecuideitodos os dias. Talvez nunca chegue a dar limões,masContinue a ler “16. Limoeiro”
15. Margarida
Querida Margarida. Gostei tanto de ler o teu diário que decidi responder ao teu desafio final. Sou o Rodrigo e a minha idade varia com as horas do dia. De manhã parece que ainda tenho vinte e cinco anos. Depois das dez da noite envelheço para os sessenta. Na verdade, tenho quarenta e cinco. GostoContinue a ler “15. Margarida”
14. Parte 4
Hoje terminei a parte quatro do meu romance Deus é Imaginação. Acabou por ficar com catorze capítulos, menos três do que eu tinha planeado antes de vir para Tormes. No final da semana passada, dei uma guinada, meti o enredo por uma viela desconhecida e acabei a escrever capítulos muito diferentes do que tinha imaginado.Continue a ler “14. Parte 4”
13. Pormenores
12. Refeições
Quantos dias sozinho em Tormes são precisos para começar a deprimir? Perguntava eu nas semanas antes da minha partida. Ainda não sei. Passados doze dias, a depressão não chegou. Chegaram as saudades. Entraram como uma chuva torrencial durante o primeiro momento em que me permiti ver um filme. Aqui permanecem junto do meu peito. NãoContinue a ler “12. Refeições”
