Lembro-me de estar sentado, à espera, nas urgências do hospital da CUF das Descobertas. Do outro lado da sala estava uma mãe desesperada com o comportamento irrequieto e barulhento do seu filho. No meio do ambiente de doença, a energia viva daquela criança era demais e a mãe sentia a pressão social dos outros pais,Continue a ler “Um pai a descobrir como lidar com as emoções dos filhos”
Author Archives: Rodrigo
Desliga o telemóvel e põe a mão no coração
Quando eu era criança, a minha irmã era o meu anjo da guarda. Recordo-me de vir da escola com ela, de mão dada pela rua. Eu tinha seis anos e ela dezasseis. Vínhamos o caminho todo a rir com as suas maluquices. Uma vez rebolei, de tanto rir, no chão da rua Maria da Fonte.Continue a ler “Desliga o telemóvel e põe a mão no coração”
Alguma vez te sentiste no caminho errado?
Alguma vez te sentiste no caminho errado? Com a sensação desesperante de que a única solução seria voltar tudo atrás e recomeçar? Foi assim que me senti quando terminei a licenciatura. Estava completamente perdido. Tinha passado os últimos cinco anos a confiar no cruise control que me levaria seguro até uma terra de sucesso. SecretamenteContinue a ler “Alguma vez te sentiste no caminho errado?”
Compromisso de pai
Eu e a Carla sempre quisemos que os nossos filhos tivessem padrinhos e madrinhas. A ideia de convidar outros adultos para acompanhar de perto a vida dos nossos filhos parece-nos inteligente e cuidadora. Permite que haja um ponto de vista externo que não tem nenhum conflito de interesses com o resultado do desenvolvimento das crianças.Continue a ler “Compromisso de pai”
Aprender a ser pai
A nossa filha, com seis anos e meio, pediu para rapar o cabelo como o irmão. Nós começámos por ignorar o pedido, como se não fosse a sério. Ela insistiu ao longo de vários dias. Então dissemos-lhe que se após duas semanas ela continuasse com vontade de cortar o cabelo curto, a levaríamos ao cabeleireiro.Continue a ler “Aprender a ser pai”
Gengibre, cócegas e lóbulos de orelha
O coração marca o ritmo numa nota grave, profunda. A coluna harpeia. A pélvis badala. O diafragma expande e retrai como um fole. Os lábios abrem-se. Os olhos cerram-se. O corpo é uma orquestra numa progressão de acordes a caminho do suspense. Um crescendo que parece não acabar. Então uma última nota fica suspensa. ÉContinue a ler “Gengibre, cócegas e lóbulos de orelha”
De que é que me arrependo na vida?
A casa-de-banho sempre foi um espaço de profícua imaginação. Foi sentado numa sanita que eu reescrevi, e consegui finalmente resolver, a peça “Cabo 20” que encerrava a récita do meu 11º ano. Foi no WC do restaurante Vivaldo’s, e não na sua fantástica esplanada com vista para o mar, que eu me lembrei do enredoContinue a ler “De que é que me arrependo na vida?”
Só saberei viver quando aprender a morrer
Parte 1 Daqui a duas horas e vinte e um minutos estará morto. Passo o tempo a dizer-lhe que um dia vai acontecer. Ele não me ouve. Já há muito que não me ouve. Quando era criança, sentado na sanita, a olhar os azulejos preto e branco sem os ver, pensou na sensação de morrer.Continue a ler “Só saberei viver quando aprender a morrer”
Um abraço mosqueteiro
O Telmo é um dos meus camaradas do Colégio Militar. Nós não temos muito em comum. Não partilhamos dos mesmos interesses. Não passamos férias nos mesmos sítios. Não saímos juntos à noite. Nunca tivemos uma conversa íntima sobre a vida do outro. Ele tem acesso a canais de televisão em casa e eu não. EntãoContinue a ler “Um abraço mosqueteiro”
Sim, é de minha livre vontade
Há quase 10 anos atrás, a Carla desceu 350 metros de slide, vestida de noiva, para se juntar a mim, ao som de Oh, Pretty Woman. Eu, esperava-a, deslumbrado e nervoso. Parte de mim estava ocupado a tentar controlar os acontecimentos para garantir que tudo naquela festa corria bem. Essa parte foi surpreendida quando estaContinue a ler “Sim, é de minha livre vontade”
