22. Afeto

Escrevo a palavra.Não tenho outro meiode atravessar este hiato. Não sei quem é,nem quantos mundos,nem quantas vidasnos distanciam. Cada entendimentoé um mistério.Que o seu sejaafetuoso do meu. Meia ponte feita da minha palavra.Meia ponte feita do seu olharDuas metades à distância de uma pergunta. É o último acrescento e é para si.Podemos tratar-nos por tu?

16. Limoeiro

“Isso não vai dar em nada”, e não sei se estás a falar do meu rebento de limoeiro, se da minha residência literária. “É porque é de supermercado”, e a dúvida mantém-se. “Precisas de um limão da terra”, acredito,mas gosto do meu rebentoque fui eu quegerminei,plantei ecuideitodos os dias. Talvez nunca chegue a dar limões,masContinue a ler “16. Limoeiro”

14. Parte 4

Hoje terminei a parte quatro do meu romance Deus é Imaginação. Acabou por ficar com catorze capítulos, menos três do que eu tinha planeado antes de vir para Tormes. No final da semana passada, dei uma guinada, meti o enredo por uma viela desconhecida e acabei a escrever capítulos muito diferentes do que tinha imaginado.Continue a ler “14. Parte 4”